domingo, 1 de maio de 2011

Ai ai ai




Hoje é daqueles dias que me apetecia estar à janela e quando um pássaro passa-se pedir-lhe para levar a minha frustração.
As pessoas que entram na nossa vida têm como missão intervir de uma forma boa ou má mas que nos vai ensinar ou lhes iremos ensinar algo.
Hoje deparo-me com a frustração da ‘má interpretação’. Há pessoas mesmo mesquinhas, sem cultura que se designam a interpretar tudo como querem. Será pela falta de cultura? Será que cresceram num ambiente problemático?
Eu creio mais na segunda hipótese. Ambientes problemáticos criam pessoas problemáticas.
E a personalidade das pessoas é definida por isso.
Lamento, que haja pessoas que gostem simplesmente de entender tudo da pior maneira.
Se dizemos que a pessoa está gira é porque temos inveja. Se dizemos as coisas às pessoas é porque queremos arranjar chatices. Se dissermos a alguém que é fofo já é subentendido que lhe estamos a chamar de gordo.
Sinceramente!!!!
As pessoas que deixem de subentender. Simplesmente, perguntem. Somos seres humanos e entendemo-nos através de uma coisa muito simples e que só tem uma palavra: é o ‘diálogo’!
O ser humano às vezes é tão limitado.
É algo que me chateia imenso. E dou por mim rodeada de várias pessoas assim. Acho que é desta nova geração. Uma geração do desenrasca e que muitos têm uma vida facilitada por causa do governo deste país. Mas isso será falado num dia que me pareça mais propício.

Peace & Love

sábado, 23 de abril de 2011

Morte de Jesus


A quaresma remete-nos a um tempo de arrependimento, de modificações nas nossas vidas e de meditação. O tríduo Pascal (Quinta-feira Santa, Sexta-feira Santa e Sábado Santo) leva-nos a ponderar em todas as atitudes que temos que nos tornam os seres humanos que somos hoje.
Como fomos capazes noutros tempos de julgar Jesus sem argumentos?
 Que crueldade, a nossa! Mutilamos o seu corpo sem dó nem piedade. Morreu por nós, por amor a toda uma humanidade pecadora. As suas dádivas foram e ainda são hoje grandiosas.
Mas o problema ainda se mantem. Como é possível nos tempos de hoje haver pessoas que ainda o julgam?
Desde essa altura, nada aprenderam? Vê-Lo na cruz não significa nada para todos os religiosos e ateus?
O flagelamento, o seu caminho até ao calvário e a sua morte não significam nada para alguns. Um caminho penoso como este devia levar-nos a uma introspecção de todos os momentos vividos por nós, os que desperdiçamos e os que não valorizamos.
Para que serviu o filho de Deus vir à terra morrer por nós e a humanidade não evoluir?
Muitas pessoas que conheço, nomeadamente muitos adolescentes e adultos dizem que morreriam por familiares e também por amigos. Será que o fariam? Será que aceitariam passar pelo que jesus passou, por uma quantidade de heresias e torturas?
Jesus não morreu com um tiro. Foi torturado por mentes perversas e malignas, pois não bastava flagela-lo e tortura-lo com uma cruz às costas, ainda o tiveram que crucificar, para garantir que realmente a tortura era total, as mesmas mentes que hoje ainda perduram no mundo.
Ele fez feitos magníficos e transcendentes e isso imortalizou-o, não só para os religiosos como para espirituais e ateus.
Jesus Cristo Rei dos Judeus Morreu!
Peço a quem ler isto sendo ou não religioso, que medite sobre a sua vida pois podemos mudar tudo o que fizemos de errado e alcançar o que queremos se tivermos um coração aberto para tudo o que a vida nos proporciona.
A ressurreição de Jesus é uma nova etapa na vida de qualquer um que deseje ter uma vida melhor. Ele quer que todos sejamos felizes.
A morte dele não foi em vão por isso vivam este tempo de amor, compreensão e reflexão pensando no seu exemplo! 

domingo, 17 de abril de 2011

Fim de tarde

Há melhor coisa que o sol quando se vai deitar?
A natureza é de facto magnífica. O sol ilumina com um tom tão doce o fim do dia que delicia os olhos de todos que estejam atentos às grandes proezas de Deus.
Aqui fica uma imagem de uma das coisas mais lindas ao entardecer!


sexta-feira, 15 de abril de 2011

Dormir


Eu passo maior parte do tempo acordada e como já ouvi dizer ‘ Todos aqueles que dormem mal ou simplesmente não dormem morrem cedo’.
Isso deixa-me aterrorizada, pois não durmo nada de noite e isso já se tornou hábito. Algo que não consigo controlar. Insónias chamam muitos, mas eu não as classifico como tal.
Não sei mais o que fazer mesmo quando o cansaço toma conta de mim tenho sempre dificuldade em dormir.
Tenho medo de ficar com um esgotamento pois a falta de descanso é enorme.
Detesto a noite e não sei como ultrapassar isto que me oportuna à anos. É incrível como mesmo dormindo o meu cérebro está constantemente a funcionar e não desliga. Se durante o dia não consigo resolver qualquer coisa à noite sonho com a sua resolução e já tá.
E descansar. Não?! Ando com umas olheiras horríveis!
Paz é o que peço para ser um pouco mais feliz!

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Amizades


Às vezes pergunto-me o significado da palavra amizade nos tempos de hoje e dou por mim na descrença dela.
Como é possível, pessoas que nos dedicam algum tempo nos tratarem tão mal ou de maneiras que jamais pensamos?!
Neste momento estou triste por confiar nas pessoas, pelas traições que já vivi em relações a amizades (que foram muitas) e ainda não sei como continuo a confiar nos outros.
Tento sempre ver a parte positiva de todos os momentos que passei com a pessoa em causa para poder dar uma nova oportunidade ou simplesmente esquecer o sucedido. Na verdade fico sempre magoada. Não zangada mas com o coração ferido.
Dedico-me demais a todos à minha volta, às minhas obrigações e sobretudo aos meus amigos. Sou fiel e leal. Não compreendo porque tenho sempre espectativas de que os outros contribuam da mesma maneira que eu.
Será parvoíce pensar assim?
Não sei não. Nós quando nos ‘damos’ aos outros esperamos que nos reconheçam pelo que somos para eles, pelos momentos passados juntos pois são as experiencias que nos une aos outros, que criam laços fortes.
É imperdoável não recebermos carinho pelo que fizemos e consideração.
Tento ser diferente e entender mas muitas vezes é difícil.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Primavera ...


Eu estou petrificada a olhar para a natureza. Como é bela! A Primavera instalou-se e trouxe com ela toda uma elegância fascinante. Ouvir os pássaros a chilrear tão alegremente esta boa nova reconforta-me espiritualmente.
Entristece-me que devido à necessidade humana as pessoas não possam desfruta-la devido ao stress do seu dia-a-dia.
Há melhor dádiva do que acordar e ver o sol a entrar sorrateiramente pela janela invadindo o nosso quarto indicando que já são horas de levantar?!
Creio que não! Sou uma das criaturas de Deus que aprecia o seu trabalho ao mais ínfimo pormenor pois tudo é espontaneamente magnífico!
Flores … Ai como eu adoro o aroma delas. A vivacidade das suas cores tornam o mundo muito mais alegre e quando o sol lhes dá o seu brilho encantador é inevitável os meus olhos não pararem e fotograficamente guardarem aquela imagem para sempre na minha memória.
Fechar os olhos, sentir o sol a tostar a minha pele, os pássaros a ‘conversarem’ e o aroma adocicado que paira no ar … Tudo é uma delícia!
 Ao abrir os olhos e ver o ânimo nas pessoas devido a esta ‘atmosfera’ envolvente dá-me uma felicidade interior tão grande que se torna inexplicável traduzir por meras palavras o que sinto.
Certo dia li um texto ‘ O que farias se te dissessem que ficarias cega amanha?’, meu Deus o quanto chorei ao ler cada palavra. Sempre valorizei a visão e daí ser uma observadora nata, como poderia eu viver sem detalhar cada pormenor à minha volta?! Seria terrível. Acho que devido a ser mais sensível do que os outros e da morte «ser uma velha amiga de infância» aprecio de uma maneira diferente a vida. Tudo é magnífico aos meus olhos. Tudo é esplendoroso e cativante. Às vezes dou por mim parada a olhar para uma árvore que o sol beija delicadamente dando-lhe um tom tão intenso que lá estou eu a fotografar novamente.
Se comento com alguém, as reacções são sempre as mesmas: risos de escárnio, pois para eles é uma simples árvore.
Como eu costumo dizer é preciso ter-se olhos de ver para viver e uma sensibilidade autêntica para discernirmos de todo o prazer terreno! 

domingo, 10 de abril de 2011

Luz interior


No nosso quotidiano devido ao stress que vivemos não atentamos nas pessoas que nos rodeiam, mas por vezes damos por nós a criticar uma ou outra pessoa por vezes até nem a conhecendo. E não me venham dizer que nunca criticaram porque é mentira. É inato o ser humano ter sentido crítico. Claro que há pessoas que se dedicam a isso de ’corpo e alma’. Não vêem os seus limites. Esquecem-se que o limite delas acaba no início da liberdade dos outros.
Saberemos nós, simples seres sem conhecimento de toda uma humanidade avaliar quem nos rodeia?
Hoje dou por mim a pensar nas pessoas fantásticas que tenho conhecido e que de uma forma ou de outra influenciaram a minha vida.
Há pessoas que são grandiosas, que têm uma luz interior que nos apazigua espiritualmente. Sinceramente conheço várias pessoas que tem o dom de ter uma luz interior tão boa que acabam por se rodear de pessoas egocêntricas, hipócritas e uma infinidade de defeitos que só por si nem é bom lembrá-los.
É normal isso acontecer pois essas pessoas atraem-nas sem dar conta disso. Na realidade têm o dever de tentar mudar um pouco ou um bom bocado senão na totalidade o ‘interior’ dessas pessoas que as encontram.
Muitas vezes estão nas trevas onde a escuridão é propícia à tentação de maus hábitos e vícios. Porque não ajuda-las a ser melhores criaturas?!
Essa luz interior de que falo é vista só aos olhos de alguns, dos que Deus deseja que a vejam. Dom magnífico mas que só os que ele escolheu podem reconhecer essa dádiva. Muitos chamam a essas pessoas anjos terrestres.
Todos nós devíamos andar à procura desses anjos e duma paz interior que nos transcenda para que só assim possamos encontrar a verdadeira felicidade.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Olhos de ver


Quantas vezes estamos tristes, cabisbaixos e nada nos parece sorrir?
Pensamos que o mundo nos caiu em cima sem dó nem piedade. É nestas alturas que todos questionam onde está a presença de Deus!
 «Eu preciso de ti. Onde estas?»
E como estamos magoados com tudo o que se passa à nossa volta não conseguimos resolver os nossos problemas, aceitar a nossa perda e erros cometidos daí ser mais fácil culparmos Deus.
É nestas alturas que pensamos se Ele existe ou não, pois vemos tanta miséria, fomes e guerras que crer na existência de alguém superior é praticamente impossível.
Será que somos assim tão cegos para ver o que é evidente?! Não foi Deus que criou a fome, a guerra e a miséria. Foi o próprio Homem.
A humanidade com a ânsia de evoluir e com a ganância fez com que a miséria se acentuasse cada vez mais e vivemos no mundo que hoje em dia é como se pode ver: doente!
Deus existe em cada ser! Acordar de manhã e poder sentir que estamos vivos é um dom. Será difícil compreender e ver a Sua presença?
Aos meus olhos não. Vejo-O em tudo na minha vida. A natureza é lindíssima e fascinante que ao observá-la é evidente que Ele está lá para agradar os olhos de todos aqueles que não são cegos.
Esta ceguisse de que falo é dos que usufruem o sentido da visão sem a apreciar devidamente, só vivem para o seu ego e sobretudo para o stress do dia-a-dia, que cada vez mais vai sendo maior devido à sociedade consumista. Precisamos de ‘olhos de ver’ para desfrutarmos a Vida.
Não devemos culpar Deus pelas nossas fraquezas. Nós temos problemas mas tudo se há-de resolver da melhor maneira. Devemos dar valor aos momentos bons pelos quais passamos e esses sim devem perdurar sempre. Quanto aos menos bons trazem sempre com eles uma nova lição da qual devemos aprender. Por isso devemos agradecer todos os momentos que temos na vida pois são eles que nos tornam as pessoas que somos. Sem eles a vida não teria sabor, sem dificuldades não teríamos o prazer de vencer.

Deus existe porque cada dia que passa Ele ensina-nos uma nova lição!

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Sensibilidade


Tenho uma sensibilidade enorme perante tudo. Sinto o medo, o receio, a ansiedade e muitas outras características nas pessoas. Aliás às vezes até levo isso como um pequeno jogo de identificação pessoal que processo no meu cérebro para cada pessoa que vou conhecendo.
O pior de toda esta sensibilidade, são as ‘presenças’ que sinto à minha volta e que me envolvem num rodopio de desespero. As minhas costas são constantemente picadas cada vez que estou perto delas.
Hoje em dia o tema ‘espíritos’ é motivo de chacota para muitos descrentes. Os ‘fantasminhas’ não existem. Mas não estamos a falar do Gasparzinho, um desenho animado, estamos a falar da vida real. Magoa-me ouvir isso. Talvez por causa da realidade que presencio cada dia.
São ‘vidas’ que atravessam a nossa realidade.
Vidas?
Ao fim e, ao cabo, que sarcasmo o meu. Vidas? Se estamos a falar de almas que estão presas cá por algum motivo. Mas aos meus olhos acabam por continuar vivas, pois a morte é o início de uma nova caminhada.
 «Só acredito no que vejo!» - dizem. Será que já se questionaram se realmente queriam mesmo ver? Decerto, que muitos dizem isso mas não pensam. Não seria ver uma vez, mas sim para sempre. A vida estaria ligada a outro mundo, ao mundo da morte. Que antagonismo que vivencio: Vida Vs Morte.

'Heresias' pensam muitos devotos. Eu diria 'Realidades'! O facto de 'gozarem' com este tema só demonstra o medo do desconhecido, mais vale brincar com o medo do que enfrenta-lo. E o ser humano é assim! Ri-se dos seus próprios medos pois só assim os consegue enfrentar.
O ser humano tem que abrir mais os seus horizontes e não viver só da racionalidade científica.
E a todos os Cristãos praticantes peço que cada vez que vão à Eucaristia se certifiquem de cada palavra que dizem pois quando dizemos o credo dizemos: “ Creio em um só Deus, Pai Todo Poderoso, criador do céu e da terra e de todas as coisas visíveis e invisíveis …’ 

terça-feira, 5 de abril de 2011

Sonhos reais


Tudo começou quando nasci. Deus revelou-se em mim através de um dom magnífico. Difícil de entender e de certa forma motivo de gozo para muitos, o que me deixa triste mas não impotente de mudar a opinião das pessoas que me rodeiam e agora através deste blogue. 
Vejo e sinto coisas indiscritíveis. Desde que tenho consciência da minha existência a morte revela-se através dos meus sonhos e de pressentimentos.
Enquanto criança à noite sonhava com a morte de familiares e amigos. 'Acordava' (não acordava propriamente dito, abria os olhos conscientemente ou não), olhava para o relógio, registava as horas e voltava a dormir. De manhã acordava toda suada e saudava sempre a minha mãe com a novidade de quem tinha morrido e a hora da sua morte. Quando sonhava simplesmente com a morte e não 'via' as horas, essas pessoas viriam a falecer nesse dia ou passado pouco tempo depois. Isto sempre me tornou impotente pois sempre sofri antecipadamente com a noticia muito antes das famílias e amigos saberem.
Havia momentos em que era só de dia que tinha revelações dessas através de sentimentos, consciência, sei lá! O que quiserem chamar. Era terrível a dor da perda, a tristeza que me invadia e o mau estar interior que me queimava a alma.
«Que tormento o meu. Sou diferente de todas as crianças, porquê?» dava por mim a pensar maior parte das vezes. A minha mãe sempre me dizia que tinha medo de quando 'eu abria a boca'. Era difícil ouvir isso. Embora sempre estivesse do meu lado, apoiando-me, mas no fundo sempre achei que tinha medo de mim, das minhas previsões. Hoje sei que esse 'medo' se tornou em respeito e isso faz-me sentir bem comigo.
Hoje vejo e sinto tudo. Muitos dizem que devia ter seguido psicologia devia a fazer uma analise completa das pessoas só pelo primeiro olhar.
O que sou eu? 
Muitas vezes me questionei. Até que encontrei finalmente o meu verdadeiro «eu». Ao fim destes anos sei qual é a minha missão na terra e já há muito que trabalho nela. Embora eu saiba que Deus tem um caminho diferente para mim e encontro-me neste momento em processo de desenvolvimento interior. Eu sinto isso. Sempre dei um enorme valor à vida. Talvez pela realidade que sempre vivi. Às vezes tenho pena que as pessoas não possam partilhar um destes momentos de que falo, assim mudariam a maneira de ver o mundo.
O ser humano é sensivelmente complicado de compreender. Fecha-se num mundo real. Um mundo onde tudo o que é plausível é aquilo que se vê. Poucos são aqueles que conseguem ver para além do que o próprio mundo lhes mostra. Isso magoa-me.
As pessoas não são atentas ao seu dia-a-dia porque se fossem veriam coisas magníficas.