terça-feira, 12 de abril de 2011

Primavera ...


Eu estou petrificada a olhar para a natureza. Como é bela! A Primavera instalou-se e trouxe com ela toda uma elegância fascinante. Ouvir os pássaros a chilrear tão alegremente esta boa nova reconforta-me espiritualmente.
Entristece-me que devido à necessidade humana as pessoas não possam desfruta-la devido ao stress do seu dia-a-dia.
Há melhor dádiva do que acordar e ver o sol a entrar sorrateiramente pela janela invadindo o nosso quarto indicando que já são horas de levantar?!
Creio que não! Sou uma das criaturas de Deus que aprecia o seu trabalho ao mais ínfimo pormenor pois tudo é espontaneamente magnífico!
Flores … Ai como eu adoro o aroma delas. A vivacidade das suas cores tornam o mundo muito mais alegre e quando o sol lhes dá o seu brilho encantador é inevitável os meus olhos não pararem e fotograficamente guardarem aquela imagem para sempre na minha memória.
Fechar os olhos, sentir o sol a tostar a minha pele, os pássaros a ‘conversarem’ e o aroma adocicado que paira no ar … Tudo é uma delícia!
 Ao abrir os olhos e ver o ânimo nas pessoas devido a esta ‘atmosfera’ envolvente dá-me uma felicidade interior tão grande que se torna inexplicável traduzir por meras palavras o que sinto.
Certo dia li um texto ‘ O que farias se te dissessem que ficarias cega amanha?’, meu Deus o quanto chorei ao ler cada palavra. Sempre valorizei a visão e daí ser uma observadora nata, como poderia eu viver sem detalhar cada pormenor à minha volta?! Seria terrível. Acho que devido a ser mais sensível do que os outros e da morte «ser uma velha amiga de infância» aprecio de uma maneira diferente a vida. Tudo é magnífico aos meus olhos. Tudo é esplendoroso e cativante. Às vezes dou por mim parada a olhar para uma árvore que o sol beija delicadamente dando-lhe um tom tão intenso que lá estou eu a fotografar novamente.
Se comento com alguém, as reacções são sempre as mesmas: risos de escárnio, pois para eles é uma simples árvore.
Como eu costumo dizer é preciso ter-se olhos de ver para viver e uma sensibilidade autêntica para discernirmos de todo o prazer terreno! 

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