Tudo começou quando nasci. Deus revelou-se em mim através de um dom magnífico. Difícil de entender e de certa forma motivo de gozo para muitos, o que me deixa triste mas não impotente de mudar a opinião das pessoas que me rodeiam e agora através deste blogue.
Vejo e sinto coisas indiscritíveis. Desde que tenho consciência da minha existência a morte revela-se através dos meus sonhos e de pressentimentos.
Enquanto criança à noite sonhava com a morte de familiares e amigos. 'Acordava' (não acordava propriamente dito, abria os olhos conscientemente ou não), olhava para o relógio, registava as horas e voltava a dormir. De manhã acordava toda suada e saudava sempre a minha mãe com a novidade de quem tinha morrido e a hora da sua morte. Quando sonhava simplesmente com a morte e não 'via' as horas, essas pessoas viriam a falecer nesse dia ou passado pouco tempo depois. Isto sempre me tornou impotente pois sempre sofri antecipadamente com a noticia muito antes das famílias e amigos saberem.
Havia momentos em que era só de dia que tinha revelações dessas através de sentimentos, consciência, sei lá! O que quiserem chamar. Era terrível a dor da perda, a tristeza que me invadia e o mau estar interior que me queimava a alma.
«Que tormento o meu. Sou diferente de todas as crianças, porquê?» dava por mim a pensar maior parte das vezes. A minha mãe sempre me dizia que tinha medo de quando 'eu abria a boca'. Era difícil ouvir isso. Embora sempre estivesse do meu lado, apoiando-me, mas no fundo sempre achei que tinha medo de mim, das minhas previsões. Hoje sei que esse 'medo' se tornou em respeito e isso faz-me sentir bem comigo.
Hoje vejo e sinto tudo. Muitos dizem que devia ter seguido psicologia devia a fazer uma analise completa das pessoas só pelo primeiro olhar.
O que sou eu?
Muitas vezes me questionei. Até que encontrei finalmente o meu verdadeiro «eu». Ao fim destes anos sei qual é a minha missão na terra e já há muito que trabalho nela. Embora eu saiba que Deus tem um caminho diferente para mim e encontro-me neste momento em processo de desenvolvimento interior. Eu sinto isso. Sempre dei um enorme valor à vida. Talvez pela realidade que sempre vivi. Às vezes tenho pena que as pessoas não possam partilhar um destes momentos de que falo, assim mudariam a maneira de ver o mundo.
O ser humano é sensivelmente complicado de compreender. Fecha-se num mundo real. Um mundo onde tudo o que é plausível é aquilo que se vê. Poucos são aqueles que conseguem ver para além do que o próprio mundo lhes mostra. Isso magoa-me.
As pessoas não são atentas ao seu dia-a-dia porque se fossem veriam coisas magníficas.

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